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  • Mariana Souza

Como os meus Investimentos ficam no Imposto de Renda?


No Brasil, o número de pessoas que se tornaram investidores cresceu bastante nos últimos anos.


O interesse por uma melhor educação financeira e possíveis retornos passou a fazer parte da vida comum de muitos brasileiros.


Como essa é uma realidade totalmente nova para os brasileiros, alguns podem acabar se complicando com a Receita Federal.


Isso porque, dependendo de seus investimentos e do quanto eles renderam, você está obrigado a declarar seus investimentos no IRPF.


Além de ficar sujeito às multas, você também pode cair na malha fina, o que vem acontecendo com muitos brasileiros.


Aqui damos algumas orientações sobre como o investidor precisa tratar os seus investimentos.



Quando eu preciso Declarar meus Investimentos?


Nem todas as pessoas precisam declarar os rendimentos obtidos durante o ano de 2019. Porém, existem situações em que a declaração é exigida pela legislação fiscal.


Se, referente ao ano de 2019, você se encaixa em qualquer uma destas situações, então você precisa declarar o IR:


  • Ter recebido mais de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis;

  • Ter recebido mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos e não tributáveis ou tributáveis na fonte;

  • Ter ganho com venda de imóveis, veículos e demais bens que a venda configure ganho de capital;

  • Ter rendimentos superiores a R$ 142.798,50 de atividade rural;

  • Ter imóveis, veículos e outros bens com valor superior a R$ 300 mil;


Assim, não é todo mundo que investiu algum dinheiro que precisa declarar.


Se você deixou algum dinheiro na sua conta NuConta ou tem algum título de CDB ou do Tesouro Direto e não rendeu mais que R$ 40 mil, por exemplo, você não precisa declarar.


Em qualquer um dos os outros casos, você precisa declarar todos seus rendimentos.



Eu Tenho Rendimentos Tributáveis e não Isentos de Declaração, e Agora?


Agora que você já conseguiu identificar se seus rendimentos são tributáveis ou não, vamos ao próximo passo.


O valor tributação depende do tipo de rendimento que você fez.


Os investimentos em Renda Fixa são populares porque se assemelham a um empréstimo em que o investidor já sabe o quanto vai render.


Investimentos em Renda Fixa obedecem a uma tabela regressiva, ou seja, quanto mais tempo tiver seu investimento, menor é o IR pago sobre:




Esses rendimentos também são os que sofrem retenção na fonte, ou seja, você não precisa se preocupar com o pagamento, que fica a cargo da instituição financeira.


Os investimentos em renda variável, por sua vez, não possuem nenhuma previsibilidade em seus rendimentos.


Por esse mesmo motivo, atraem as pessoas por sua maior probabilidade de retorno.


Falaremos de alguns aqui para esclarecer como pode funcionar.


Esses são os que têm modos de tributação mais variados. Os criptoativos, por exemplo, obedecem à seguinte tabela:






Em relação aos Fundos de Investimentos, temos que os Fundos de Investimentos de Curto Prazo (duração de até 1 ano de investimento), possuem taxação de 22,5% para aplicações de até 180 dias.


Acima de 180 dias a taxação é de 20%.


Os Fundos de Investimento de Longo Prazo submetem-se à Tabela Regressiva do Imposto de Renda, conforme já explicamos.


Os Fundos de Ações possuem uma alíquota única de 15%.


Outros investimentos possuem taxação própria e, felizmente, as corretoras e bancos já estão bastante aptos a orientar seus clientes.



E Como Eu Faço Minha Declaração?


No próprio software da Receita Federal para a Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física você encontra a ficha de “Bens e Direitos”, onde você pode declarar seus rendimentos


Você deverá procurar a descrição de cada um de seus investimentos para fazer isso. A NuConta, por exemplo, é classificada como “Aplicação de Renda Fixa”. Os criptoativos são classificados como “Outros Bens”.


Toda essa declaração será feita conforme os Informes de Rendimentos que cada banco ou corretora te envia a respeito de seus investimentos, tendo em vista que a maioria dos rendimentos sofrem a retenção na fonte.


Ou seja, o Estado adianta parcelas mensais de seu Imposto de Renda por meio da corretora, que desconta esses valores do rendimento.



Com essas breves orientações, você já sabe melhor sobre quando e como declarar seus rendimentos no Imposto sobre a Renda.


Mais do que isso, sabe que a sua declaração sobre os rendimentos precisa de um grande planejamento e atenção aos Informes de Rendimento.


Em caso de dúvidas, recomendo que procure um profissional para não correr o risco de cair na tão temida malha fina e ficar sujeito às multas tributárias.


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