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  • Mariana Souza

Empresas pressionam Facebook para maior controle sobre notícias e comportamento de seus usuários


Diante da crescente onda de boicotes, o diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, concordou em se encontrar, na semana que vem, com representantes de organizações que lideram essa campanha pela suspensão de anúncios na rede social.


No entanto, internamente, ele dá sinais de que não pretende ceder às pressões para adotar políticas mais efetivas para banir discursos de ódio na plataforma. Já são mais de 650 as empresas e organizações que suspenderam anúncios no Facebook e outras redes sociais.


Sobre a crescente lista, o Facebook afirmou que leva muito a sério as posições de parceiros comerciais, mas que “só muda suas políticas com base em princípios, não em pressões sobre sua receita”.


Incentivado pela organização não governamental Stop Hate for Profit, o protesto se concentra principalmente nas mensagens de ódio racial propagadas na rede social, mas também abrange questionamentos sobre como a empresa lida com informações de origem duvidosa ou notícias falsas.


Não é a primeira vez que algum serviço digital atrai reprovação de setores da sociedade. Nesta última quarta-feira (01/07), motoristas de aplicativos de entrega fizeram uma “greve” geral.


Quem não se lembra da guerra entre taxistas e motoristas de Uber?


O próprio Mark Zuckerberg já teve que se explicar para o Senado dos Estados Unidos.

Já deu para perceber que o questionamento desses serviços digitais não se limita ao combate ao racismo ou às chamadas fake news, mas na perda de certos grupos do controle sobre as relações sociais.


É inegável que os tradicionais grupos de formadores de opinião, como as universidades e a mídia, possuem uma clara tendência às ideias de esquerda que, muitas vezes, não se manifesta no resto da população.


Ao se depararem com as mídias sociais, que deram voz a uma massa que antes não tinha acesso aos mecanismos tradicionais de propagação de informação, esses grupos não souberam como lidar com a nova realidade.

As primeiras tentativas de controle se deram por vias políticas. Aqui no Brasil temos o grande exemplo do Marco Civil da Internet, bem como a Lei Geral de Proteção de Dados (inspirada na lei de proteção europeia).


Porém, o estado se mostrou completamente incompetente em saber lidar com tais realidades. Aqui no Brasil, já tivemos suspensão do serviço de Whatsapp porque o juiz não entendia que não havia como ler conversas privadas.


Também estamos sofrendo um ataque à Liberdade de Expressão com o avanço da PL 2.630/2020, a PL contra as Fake News. Tal projeto de lei também favorece bastante os agentes políticos tradicionais que viram suas estratégias dissolverem com a ascensão das redes sociais.


Outras investidas, agora, parecem estar vindo por meio de pressões financeiras sobre os serviços do Facebook e do Instagram.


Tudo isso nos leva a crer que, ao mesmo tempo que as redes sociais deram um poder de expressão que se compara à invenção da imprensa, no século XV; elas também estão sofrendo uma repressão semelhante.


As investidas contra o poder das redes sociais sobre a informações, por sua vez, são travestidas de discursos de “combate às informações falsas”, “combate a discursos de ódio”, “promoção da igualdade” e demais pautas do politicamente correto.


Porém, é crescente a incapacidade dos grupos tradicionais de formação de opinião lidarem com as novas realidades e as novas expectativas do público consumidor de informações.


Dessa forma, grupos que se mostram “alternativos” acabaram por atrair grande parte da população, especialmente aqueles que se dizem combate o establishment.


Tais atitudes contra as liberdades nas redes sociais apenas intensificam o ambiente de guerra que já está presente nas redes sociais.


Assim, esses boicotes que o Facebook está sofrendo não são apenas uma manifestação comum, mas um dos últimos gritos daquele que antes controlavam a informação e não querem mais perder o seu monopólio. Mesmo que isso signifique limitar a liberdade de expressão.

Fontes:


https://www.infomoney.com.br/negocios/gigantes-globais-estendem-ao-brasil-o-boicote-a-anuncios-no-facebook/


https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,boicote-ao-facebook-veja-participantes-e-entenda-o-caso,70003350498


https://oglobo.globo.com/economia/boicote-cresce-ja-chega-650-marcas-mas-facebook-indica-que-nao-vai-ceder-24512401


https://www.mises.org.br/article/3214/para-que-serve-a-liberdade-de-expressao--e-quais-os-seus-limites


https://www.mises.org.br/article/2443/e-realmente-necessario-haver-um-estado-para-termos-seguranca-e-ordem


https://www.mises.org.br/article/1815/contra-o-marco-civil-e-a-neutralidade-de-rede

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/06/30/aprovado-projeto-de-combate-a-noticias-falsas


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